Matéria de destaque - Março 2000

Philip Crosby fala da utilidade de ISO 9000:2000

Em resumo

Chamado pela revista Time, "o principal evangelista da qualidade", Philip B. Crosby é reconhecido por ter transformado a maneira como a qualidade é praticada na atualidade. Junto com os outros estadunidenses. W. Edward Deming e Joseph M. Juran, ele é considerado um dos fundadores da gestão da qualidade. Presidente da Philip Crosby Associates II, organização internacional dedicada a educação corporativa da filosofia e prática da gestão da qualidade. Crosby também é autor de "best sellers" sobre gestão empresarial como "Qualidade sem Lágrimas", "Qualidade e Investimento" e, ultimamente, "Princípios Absolutos da Liderança".

Neste artigo, especialmente escrito para a revista ISO 9000 + ISO 14000 News, Philip Crosby expressa sua opinião à respeito das próximas revisões da ISO 9000 do ano 2000. que ele considera mais como um padrão de garantia da qualidade do que  uma ferramenta de gestão da qualidade. Apesar de estar um pouco desapontado por não ter encontrado um "propósito" especificado na nova documentação ele reconhece  que a ISO 9000 : 2000 "poderá tornar-se o alicerce de um novo nível de progressos na gestão da qualidade". Entretanto, isso só acontecerá, segundo ele, se a alta gerência  levar á sério seu compromisso com os requisitos. Ele duvida que isso acontecerá sem a educaçào necessária que eleve o nivel de conscientização e entendimento do papel das normas em seus proecssos operacionais.

Ele escreve brevemente sobre suas experiências no "mundo real" em uma seqüência de cargos de inspeção em linhas de montagem e engenharia da qualidade e segurança antes de tornar-se subseqüêntemente, Vice-Presidente Corporativo da Qualidade da ITT. Foram essas experiências que o levaram a concluir que o único modo de praticar o padrão de desempenho de zero defeito é "fazendo as coisas certas, certas da primeira vez," uma famosa doutrina que não é praticada em todos lugares do mundo.

Ele escreve: "Todas as pessoas a quem pergunto: 'Porque estão implantando a ISO 9000?' respondem: "é por que os clientes exigem". Não ouço muito dizer que estão fazendo aquilo para melhorar a integridade da  organização". Ele afirma  que a certificação às normas ISO 9000 não é o suficiente. Deve ser parte de uma cultura organizacional onde a integridade dos produtos e serviços da empresa torna-se uma realizaçào rotineira.

Philip Crosby outorga muita importância a, o que ele  chama, os "Princípios da Gestão da Qualidade" que foram os fundamentos da Política Corporativa da Qualidade da ITT que estabelecia: "Entregaremos produtos e serviços livres de defeitos a nossos clientes e colaboradores  na hora exata". Ele fala do desejo de muitos executivos de que suas empresas tenham a reputação de serem confiáveis. Ele afirma que "um casamento da educação para a qualidade com embasamento nos "Princípios Absolutos" e os requisitos da ISO 9000:2000" poderá criar oportunidades para o desenvolvimento dessas Organizações Confiáveis".

 

Philip B. Crosby

Philip B. Crosby, autor deste artigo e dos best sellers "Qualidade sem Lágrimas " e "Qualidade é Investimento" e ultimamente de " Princípios Absolutos da Liderança" (Makron Books) é respeitado como um dos fundadores da gestão da qualidade..

Gostaria de começar parabenizando àqueles que estão realizando a revisão da ISO 9001 para o ano 2000. Ela contém uma grande quantidade de informações úteis compiladas de forma objetiva. Sua abordagem é ponderada e obviamente aproveitaram o que foi aprendido nas versões anteriores. Não vi nada que fale sobre um propósito ou qual a finalidade a alcançar, mas é óbvio que foi planejada para ajudar as organizações a fazer o melhor em sua gestão da qualidade .

O problema por não ter sido especificado um "propósito" é que as pessoas as utilizarão da forma que desejarem. Aqueles que promovem as normas ISO poderão atribuir-lhes todo tipo de poderes curativos buscando lucrar com elas. Eu ficaria muito mais tranqüilo se o documento fosse tratado como um livro sobre a garantia da qualidade. Desta forma seu propósito seria: "proporcionar aos profissionais em garantia da qualidade uma guia de requisitos e procedimentos para orienta-los na implantação de programas em suas organizações."

Existe um precedente para o uso correto de todas as versões ISO 9000 publicadas até o momento. Os contadores tem seus "Princípios de Contabilidade". As empresas adotam esses procedimentos e políticas como maneira de trabalhar na contabilidade. Neste caso eles têm o propósito de padronizar seus métodos de medir, controlar e reportar a situação financeira. Entretanto, eles não confundem isto com a Gestão Financeira. Esta trata das estratégias e decisões sobre investimentos, rentabilidade e outros fatores financeiros. Alem disso os Contadores não alegam que os "Princípios da Contabilidade" são um fator gerador de lucros para a organização.

ISO 9000:2000 algumas considerações:

A ISO 9000 deveria apresentar-se mais na mesma linha dos "Princípios da Contabilidade". Poderíamos chamá-la de "Princípios da Garantia da Qualidade". Esta é minha maior crítica ao conjunto de normas ISO 9000. Entretanto esse artigo é sobre as normas ISO 9000:2000 que estão por vir. Eu tenho algumas restrições com relação ao novo documento e, mais tarde, darei sugestões de como superá-las. Minhas restrições são:

  1. O ingrediente chave é o requisito que determina que as organizações instalem um sistema de gestão da qualidade. Porém, esse sistema não é definido nem é descrito. Isto é semelhante a mandar a alguém fazer um "regime alimentar apropriado" e depois exigir que esta pessoa defina exatamente o que é isso.

  2. Há muitos chavões que não são praticáveis nem mensuráveis, tais como:

  • "A documentação do sistema de gestão da qualidade de uma organização deverá ser determinado de modo condizente com suas atividades singulares."
  • "A alta direção deve demonstrar seu compromisso de criar e manter a conscientização da importância de cumprir com os requisitos do cliente"

  • "A organização determinará e fornecerá oportunamente, os recursos necessários para estabelecer e manter o sistema de gestão da qualidade."

  1. Existem muitos lugares comuns como, por exemplo, "requisitos do cliente". As organizações determinam seus próprios requisitos fundamentadas naquilo que é preciso para gerir a empresa e naquilo que elas entendem que são as necessidades do cliente.

  2. O documento é mais longo do que deveria, se a intenção for que seja destinado à alta gerência. Provavelmente ele está adequado aos profissionais, mas na maior parte dele parece que estivéssemos lendo estatutos.

  3. Não existe nenhum requisito para calcular o preço do não cumprimento. Este é o aspecto mais importante da gestão da qualidade nos olhos da liderança.

De qualquer maneira, as normas, de fato, têm um ar de autoridade que um gerente de qualidade diligente poderá utilizar para construir um sistema operacional. Entretanto será difícil que a gerência leve as normas a sério se, antes, não forem adequadamente educados para entender como se enquadram em seus processos operacionais. Nada pode ser imposto com sucesso às pessoas se elas não forem preparadas, com antecedência, para aceitar e entender. Por isso os militares insistem em treinar as pessoas antes de designa-las para um tarefa; por isso os médicos precisam completar a residência médica antes de poder tratar dos pacientes; por isso os funcionários passam por um processo de integração antes de assumirem suas funções. Eles não entenderão as normas ISO 9000:2000, nem as utilizarão a não ser que elas sejam colocadas no contexto de uma filosofia de gestão abrangente.

Todas as pessoas a quem pergunto: "Porque estão implantando a ISO 9000?" respondem: "é por que os clientes exigem". Não ouço muito dizer que estão fazendo aquilo para melhorar a integridade da organização. Ou eles não entendem as conseqüências ou a idéia de "Princípios da Garantia da Qualidade" não foi captada.

Deixe-me explicar porque eu penso assim e o que eu acredito que pode ser feito para maximizar os benefícios da ISO9000:2000. Ela poderá tornar-se o alicerce de um novo nível de progressos na gestão da qualidade. Porém, se a gerência não a levar a sério, poderá tornar-se totalmente inútil.

O mundo real

Eu escrevo sob o ponto de vista do mundo real, de alguém que foi um profissional da qualidade começando em 1953 como inspetor /verificador de linha de montagem. Depois eu trabalhei como engenheiro da qualidade, engenheiro de garantia da operação, engenheiro de grupo, gerente de qualidade antes de ingressar na ITT em 1965. Finalmente fui promovido a vice presidente corporativo desse conglomerado de $20 bilhões abarcando 500 unidades de manufatura e serviços em 46 países. Desde 1979 sou o fundador e o executivo principal de uma organização dedicada ao ensino da filosofia e prática da Gestão da Qualidade para milhares de empresas em todo o mundo. O que nós ensinamos são minhas conclusões fundamentadas em anos de trabalho dedicados a ciar culturas empresariais onde a integridade dos produtos e serviços são práticas rotineiras.

Durante meus anos de prática como profissional da qualidade, o maior problema sempre foi a idéia que a gerência tinha sobre a qualidade baseada na sabedoria convencional, que dizia que uma abordagem sistemática faria a qualidade acontecer. Acreditava-se que se o Departamento de Qualidade formasse um sistema baseado na literatura, esta iria acontecer. Essa falsa crença levou ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos a elaborar as especificações de garantia da qualidade Mil Q 5923 ("controle de materiais não conformes") e Mil Q 9858. Posteriormente grandes corporações as enfeitaram com especificações de sistemas e as tornaram obrigatórias para seus fornecedores. Todo era auditado e certificado pelo profissional da qualidade residente. Eu sempre constatei que essas especificações estavam aquém dos níveis que nós praticávamos e, assim, não tínhamos dificuldades em cumprir com os requisitos da auditoria.

O caminho da EFQM

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Dois problemas

Esses pacotes de informações tinham dois problemas; O primeiro era que pressuponham que o Departamento de Qualidade era responsável por fazer tudo isso acontecer; e em segundo era que, em nenhum lugar dizia que o trabalho tinha que ser feito corretamente – o mundo dos "níveis de qualidade aceitáveis" (NQA’s) estava incorporado. O resultado era que os produtos e serviços das empresas que agiam conforme com esses documentos não eram confiáveis. Esses sistemas somente eram satisfatórios quando existiam poucos concorrentes e quando os clientes eram complacentes. Tudo isso provocou grandes problemas com a qualidade nos Estados Unidos e na Europa na década de 1970. Os Estados Unidos perderam sua indústria eletrônica e um terço de seu mercado de automóveis antes de entenderem a mensagem.

"O segredo é aparentar que você entende o que está acontecendo", isto é um exemplo do humor do guru estadounidense, Philip Crosby em seu livro mais recente,  Quality & Me.

Nos 14 anos que atuei na ITT (1965-1979) tive a oportunidade de instalar a educação para a qualidade que ajudou a todos os gerentes da companhia, em todos os níveis, em todas as unidades no mundo a terem um entendimento claro da qualidade. Eles entenderam, também, seu papel pessoal em fazer a qualidade acontecer. Os profissionais da qualidade da ITT, em todo o mundo, recebiam o treinamento e os materiais didáticos para educar todos os funcionários em todos os níveis. Eles aprendiam a orientar sua unidade de negócios na prevenção de defeitos. Isso tornou-se a filosofia empresarial, entendida e praticada por todos os funcionários e incluída na Política da Qualidade corporativa que afirmava:

"Entregaremos produtos e serviços livres de defeitos aos nossos clientes e colaboradores na hora exata"

Os Princípios Absolutos da Gestão da Qualidade.

Nós tínhamos uma base filosófica que eu denominei "Princípios Absolutos da Gestão da Qualidade". Mais tarde tornaram-se as bases do "Quality College". Os Princípios são:

  1. A Qualidade é definida como o cumprimento dos requisitos ( Fiquei lisonjeado que a ISO 9000:2000 utiliza essa definição).

  2. A Qualidade é o resultado da prevenção (Isto também foi incluído na ISO 9000:2000.

  3. A Qualidade tem um padrão de desempenho de Zero Defeitos.

  4. A Qualidade é medida pelo Preço do Não-Cumprimento (PNC).

(Quando começamos, o PNC da ITT alcançava um valor equivalente a 22% das suas receitas; em poucos anos, foi reduzido a 6%. Nós fazíamos questão que cada uma de nossas unidades de negócios fossem reconhecidas como os líderes em qualidade em seu ramo de negócios.)

Deixei a ITT em 1979 para fundar a Philip Crosby Associates e dedicar-me à educação para a qualidade. (No mesmo ano escrevi "Quality is Free" que foi publicado em Português com o título "Qualidade é Investimento" . Nossos primeiros clientes foram: IBM, Motorola, Xerox, Honeywell, 3-M, Milliken, Chrysler, General Motors, e ICI . À medida que fomos progredindo juntaram-se a nós empresas de prestação serviço, organizações dos setores do governo, seguros, saúde e agri business. Todos vieram por decisão própria, já que não tínhamos uma força de vendas. Nós insistíamos que as pessoas da alta gerência fossem os primeiros em assistir às aulas, ou não os aceitaríamos como clientes.

Nós percebemos que a maioria de nossos clientes já tinham sistemas de qualidade com base na sabedoria convencional sobre garantia da qualidade da época. Entretanto esses sistemas eram geralmente ineficientes pois tinham pouca influência na maneira como a organização era gerenciada. Como conseqüência os profissionais da qualidade despendiam a maior parte de seu tempo realizando ações corretivas e assistência aos clientes. Os níveis de qualidade aceitáveis eram o padrão e todos estavam preparados para lidar com defeitos antes e depois da venda. Nós os ensinamos sobre fazer as coisas certas, certo da primeira vez.

Todas as empresas que implantam esta abordagem da gestão da qualidade (com base nos Princípios Absolutos) apresentam melhorias significativas e imediatas. Criamos muitos cursos em vídeo com apostilas de apoio e instruímos a colaboradores de nossos clientes a ministrar estes cursos "in-company". Hoje, estes cursos são ministrados em vários idiomas e sempre são eficazes. Um dos motivos é que as empresas decidem fazer o trabalho por conta própria ao invés esperar que um sistema o empresa de consultoria o faça para eles. De fato nós não vistamos fisicamente as instalações da maioria de nossos clientes. Os gerentes e diretores de nossos clientes participam de nossos cursos, para aprender a ministrar dentro de suas empresas, cursos especialmente elaborados para elas.

Gestão da Qualidade ou Garantia da Qualidade?

Esse última assunto me leva outra vez a falar sobre meu problema primordial com a ISO 9000. A família de normas foi apresentada para os executivos como uma coisa que iria solucionar seus problemas de qualidade e que proporcionaria, no futuro, a certeza de produtos e serviços conformes. Todo um sistema de "certificação" endossava estes conceitos. A Mil Q 9858 foi apresentada do mesmo modo na década de 1950. Todos os que vendem para o Departamento de Defesa dos estados Unidos estão certificado pela Mil Q 9858 ou alguma subseção dela. Mas o Departamento de Defesa dos Estados Unidos quase nunca recebe produtos e serviços em conformidade com a ordem de compra. Isto custa bilhões de dólares para eles mas eles continuam com essa maneira de tratar as coisas.

Assim, meu problema básico com ISO 9000 é a maneira como é utilizada e o que promete. Muitas empresas em todo o mundo estão desapontadas com os resultados obtidos como retorno de seus investimentos em tempo e em dinheiro. A ISO 9000 não é realmente Gestão da Qualidade; ela é Garantia da Qualidade, e deve ser utilizada dessa maneira. A Gestão da Qualidade é como dirigimos o automóvel. A Garantia da Qualidade refere-se ao manual do proprietário do veículo e as instruções de operação. Todos aqueles "maus motoristas" tem o mesmo tipo habilitação que aqueles que dirigem bem possuem. A "Certificação" não é o suficiente.

Criar uma organização confiável

ISO 9000:2000 tem o potencial de tornar-se muito útil desde que aqueles que a utilizam recebam a educação necessária e sejam orientados através dos princípios e requisitos. O mundo empresarial tem a necessidade urgente de tornar-se mais confiável. Em todos os lugares que vou, os executivos falam de seus desejos que suas empresas tenham a reputação de serem confiáveis. As especificações da ISO 9000:2000 poderão ajudar bastante, mas necessitam ser corretamente posicionadas e precisam ser envolvidas em educação. Precisam ser parte de um abordagem abrangente para ajudar as organizações a tornarem-se confiável. A ISO 9000:2000 não pode sustentar por si mesma esse esforço.

Uma organização confiável é aquela onde todas as transações sempre se completam corretamente e cujos relacionamentos com clientes, fornecedores, acionistas, colaboradores e meio ambiente são bem sucedidos. Este é um objetivo que a alta gerência aprecia e apoia ativamente. Mas, para que isso ocorra, é necessário que aconteça o seguinte:

  1. Política – a direção precisa determinar que quer as transações completadas corretamente, o tempo todo, e que todos os relacionamentos sejam bem sucedidos.

  2. Educação – a todas as pessoas integrantes da organização precisa ser ensinada uma linguagem comum da gestão da qualidade com base nos "Princípios Absolutos".

  3. Requisitos – A ISO 9001:2000 deve servir de alicerce para estruturar requisitos e transações, claros e completos.

  4. Insistência – a gerência, através de seu exemplo pessoal, deve insistir para que tudo isto seja feito.

Um casamento da educação para a qualidade com embasamento nos "Princípios Absolutos" e os requisitos da ISO 9000:2000 poderá criar oportunidades para o desenvolvimento de Organizações Confiáveis.

O resultado deste casamento seriam empresas que, de fato, melhoram seus produtos e serviços, têm requisitos claros que são rotineiramente cumpridos e que, medido em dinheiro verdadeiro, reduzem seus custos e aumentam significativamente seus níveis de rentabilidade. Dessa maneira elas poderiam concorrer fortemente na economia globalizada.

Possuir um impressionante conjunto de informações não é o suficiente para ocasionar melhorias ou progressos permanentes. Também é necessário saber o que estamos fazendo. A alta direção nos olha na expectativa de que , como profissionais da qualidade, os ajudemos a tornar-se confiáveis. Seu futuro depende disso – nosso futuro depende do sucesso deles em alcançarem seu objetivo. A competição existe em todo o mundo. A empresa que é bem sucedida é reconhecida pela sua reputação e desempenho por ser "útil e confiável". Somos nós que podemos proporcionar a parte correspondente à confiabilidade.

O que precisamos fazer é levar tudo isso muito a sério


Este artigo foi publicada pela primeira vez na edição de Novembro/Dezembro de 1999 da revista ISO 9000 + 14000 News que é editada 6 vezes por ano pela Central Secretariat of ISO (International Organization of Standardization) em Geneve, Suiça. Tel. + 41 22 749 01 11; Fax + 41 22 733 34 30. E-mail frost@iso.ch.   www.iso.ch

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