ISO-9000: Além da
Certificação
“Quando pergunto:
"Por
que estão implementando ISO
9000?"
todos respondem que estão procurando atender as exigências dos
clientes. Mas, quase ninguém fala em melhorar a integridade da
organização”.
—Philip
B. Crosby
Desde sua origem, em 1987, a norma ISO-9000 (que, na verdade, é uma
família de normas) gerou uma indústria dedicada a tornar a certificação
ISO-9000 em símbolo da Gestão a Qualidade. Mas, o que, freqüentemente,
faz falta é o verdadeiro conteúdo da gestão da qualidade. A meta a ser
alcançada é a obtenção da certificação ISO-9000, ao invés da consecução
de autênticas melhorias nos produtos e serviços da empresa. As
organizações que prosperam são aquelas que, primeiro se esforçam por
melhorar a qualidade e, depois, procuram certificar seu sistema de
qualidade.
O que é ISO-9000?
As
normas ISO-9000 foram publicadas pela primeira vez em 1987 visando
estabelecer um conjunto padronizado de requisitos para o desenvolvimento
de sistemas de qualidade para empresas. No início da década de 90, as
indústrias nos Estados Unidos foram motivadas a adotar as normas
ISO-9000, com base na idéia de que eram necessárias para poder vender
para empresas da Comunidade Européia. Em seguida, as pressões
competitivas nos mercados domésticos transformaram a exigência da
certificação ISO-9000, em critério dos clientes locais na seleção de
seus fornecedores.
A indústria de
automóvel dos Estados Unidos desenvolveu uma norma mais abrangente
(QS-9000), com requisitos específicos e exigiu a certificação de seus
fornecedores. Outras indústrias fizeram o mesmo incluindo a de
telecomunicações (TL9000), a aeroespacial ( AS9100) e a de serviços
financeiros (FS 9000)
Na sua nova versão
de dezembro de 2000, as normas ISO 9000 mudaram, significativamente, com
o conseqüente resultado de que as empresas certificadas necessitam
revalidar sua certificação em base as novas normas ISO-9000:2000 até
dezembro de 2003.
ISO
9000 (1994) - O importante é o certificado.
As normas
ISO-9000:1994 não exigiam que as empresas tivessem objetivos ou
adotassem ações visando a melhoria da qualidade, nem exigiam que
demonstrassem quaisquer resultados nesse sentido. Philip Crosby abordou
o assunto chamando atenção à tendência das empresas de focalizar apenas
na obtenção da certificação, em vez de focalizar na necessidade de
melhorar os produtos, serviços e processos da organização:
“Então, meu maior problema com ISO-9000 é o modo como é utilizada e o
que ela promete. Muitas empresas, ao redor do mundo, estão
desapontadas com os retornos que obtiveram com seus investimentos em
tempo e dinheiro. ISO-9000 não é Gestão da Qualidade; na realidade é
Garantia da Qualidade e precisa ser utilizada como tal. Gestão da
Qualidade trata do modo como se dirige o automóvel; a Garantia da
Qualidade trata do manual do proprietário e outras instruções para
operá-lo. Entender ou possuir o manual não é garantia de dirigir bem.
Todos aqueles “barbeiros” tem uma Carteira de Habilitação idêntica a
dos que dirigem bem. A ‘certificação’ não é o suficiente...”
Philip B. Crosby, “
A Utilidade da ISO 9001:2000”
Dizei
o que fazes e fazei o que dizes
O princípio fundamental
para obter a certificação ISO-9000 consiste em documentar o sistema da
qualidade e, em seguida, executar os processos de trabalho
consistentemente, de acordo com os procedimentos documentados.
Periodicamente, são exigidas auditorias internas e externas (pela
organização certificadora) para comprovar que a empresa continua
operando conforme os procedimentos documentados.
Todavia, a certificação
do sistema para a qualidade não é garantia de que o cliente receba o que
foi prometido. A conformidade com um processo ruim não terá efeitos
diferentes à conformidade com um processo bom.
As empresas certificadas com
ISO-9000 continuavam produzindo produtos e serviços que não atendiam as
expectativas do cliente. Na melhor das hipóteses eles conseguiam
identificar e remediar os problemas mais rapidamente. Na pior, os
clientes ficavam mais tranqüilos e com uma ilusória confiança.
Para solucionar esse
problema, os autores das normas ISO 9000:2000, reeditadas, resolveram
exigir que a organização meça a satisfação dos clientes e utilize esses
dados para orientar melhorias continuas de seus processos de trabalho.
ISO
9000 (2000)
-
Menos é mais
As 20 cláusulas da
versão de 1994 foram reduzidas para 5 cláusulas com muitos menos
preceitos. A versão de 1994 era fundamentada em um modelo de manufatura
e incluía requisitos específicos para projetos, de produção e gestão de
fornecedores. Isso resultou em uma abordagem do tipo “caixa preta”,
onde algumas consultorias de ISO escreviam procedimentos genéricos de
qualidade para seus clientes. Em conseqüência, em algumas empresas, as
práticas gerenciais reais divergiam consideravelmente das práticas
documentadas para a obtenção do certificado.
A versão 2000 exige a
implantação de sistemas de qualidade e, também, a melhoria continua dos
processos de trabalho. Isso estimula os trabalhadores a entender melhor
os requisitos dos clientes, para fornecer-lhes o que desejam. Tendo em
vista que as novas normas contêm menos preceitos, existirá uma maior
probabilidade de que as empresas documentem suas práticas reais em vez
de, simplesmente, reescrever os requisitos da norma.
Embora linguagem da
versão 2000 ainda tende
a alinhar-se mais com indústrias de manufatura, a norma é agora mais
fácil de ser aplicada em organizações de serviços.
Os requisitos das cinco
cláusulas da norma ISO-9000:2000 podem ser resumidas
do seguinte modo:
4
Sistema de gestão da qualidade
A norma ISO 9000:2000 determina
que a organização deve possuir uma política da qualidade e objetivos
documentados da qualidade.
Também determina que a organização
deve documentar seus processos de qualidade, deve medir o desempenho e
adotar ações de melhoria continua.
5
Responsabilidade da Administração
A norma estabelece que a Alta
Administração deve demonstrar seu compromisso com a melhoria da
qualidade determinando a política da qualidade, desenvolvendo os
objetivos e fornecendo os recursos necessários.
6 Gestão de
Recursos
A norma determina que a organização
deve fornecer o pessoal, o treinamento, a infra-estrutura, as
instalações e o ambiente de trabalho, necessários para implantar o
sistema da qualidade e para alcançar os objetivos da qualidade.
7 Realização do Produto
A norma estabelece que a
organização deve desenvolver os processos necessários para:
identificar os requisitos dos clientes, projetar e desenvolver
produtos que atendem esses requisitos, gerenciar seus fornecedores e
produzir e entregar produtos que cumpram com esses requisitos.
8 Medição, Análise e Melhoria
A norma
determina que a organização deve planejar e monitorar o cumprimento
dos requisitos e a satisfação do cliente, adotando ações para eliminar
as causas dos não-cumprimentos e prevenir sua recorrência.
Também estabelece que a organização realize auditorias internas,
periodicamente a fim de determinar a conformidade dos processos
documentados. Finalmente estabelece que a organização deve utilizar os
dados da qualidade para identificar oportunidades, analisar processos
e adotar ações para melhorar continuamente seu desempenho.
Mudanças nas normas ISO 9000:2000
Como já foi mencionado
anteriormente, a
versão 2000 inclui menos preceitos obrigatórios de qualidade. A
ISO-9000:2000 foi reescrita em base a um conjunto de oito princípios da
gestão da qualidade. Esses princípios estão detalhados na norma
ISO-9004, que é parte da família de normas ISO-9000 e fornece diretrizes
para implementar os requisitos da ISO-9001. Como em muitas outras
atividades humanas, as práticas foram desenvolvidas primeiro e os
princípios foram determinados depois. A norma comunica uma
filosofia
sintetizada das experiências bem sucedidas de muitas empresas. Os oito
princípios são:
-
Foco no cliente
Liderança
Envolvimento das pessoas
Abordagem de Processo
Abordagem sistêmica à administração
Melhoria contínua
Decisões tomadas em base a fatos
Relacionamentos de mútuo benefício com fornecedores
É útil examinar as
diferenças entre ISO 9000:2000 e a versão de 1994 no contexto desses
oito princípios. Vejamos quai
são:
-
Foco no cliente
A versão 2000
determina que a organização deve ter processos específicos para
identificar os requisitos dos clientes, assim como, medir a satisfação
do cliente para verificar seu cumprimento. A versão 1994 focalizava
os padrões internos da organização, ao invés das expectativas do
cliente. Se os padrões da empresa não coincidiam com as necessidades
dos clientes eles ficavam desapontados. A norma de 1994 não exigia
qualquer medição da satisfação dos clientes (outro equívoco que foi
corrigido).
Os requisitos dos
clientes podem ser identificados através de diversas fontes, tanto de
tipo
pro-ativo - através de pesquisas de mercado, dinâmicas
de grupo e testes de mercado - como de tipo
reativo
- através de análise dos dados de devoluções, reclamações e/ou a
participação de mercado dos concorrentes.
-
Liderança
A versão 2000 dá maior ênfase ao
papel de liderança da alta administração na determinação das políticas
e práticas englobadas no processo de qualidade da organização. A
versão 1994 apenas estabelecia exigências de indicar um “representante
da administração” (bode expiatório) e de ter uma política da qualidade.
Hoje, o papel da liderança é muito mais abrangente. A Administração
deve assumir uma função ativa na avaliação do desempenho, orientando
os esforços de melhoria e fornecendo os recursos necessários para
implementar, manter e melhorar continuamente os processos.
Em nossa experiência, o principal
fator de sucesso no processo para a melhoria é a liderança da alta
administração. A ênfase maior dada pela ISO 9000:2000 para o
envolvimento da alta administração é um acréscimo muito positivo às
normas.
-
Envolvimento
das pessoas
Outra área de maior destaque é
Recursos Humanos. As versões da norma de 1987 e 1994 podiam ser
atendidas em base das funções tradicionais (e independentes) de
qualidade. Planejamento da qualidade, gestão da qualidade dos
suprimentos, inspeção e ensaios, ações corretivas e auditorias da
qualidade podiam ser administradas como extensões das atividades
produtivas, ao invés de integrá-los nos processos de forma a
acrescentar valor aos resultados da organização.
A versão 2000 das normas determina
que a administração assegure que todos os colaboradores tenham
“consciência” de como seu trabalho contribui para o alcance dos
objetivos de qualidade da organização. Também determina que a
administração deve fornecer treinamento e assegurar que os
colaboradores tenham a competência (não apenas a qualificação)
necessária para desempenhar suas atividades. (Aurélio define
competência como “Qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver
certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, habilidade,
aptidão, idoneidade”). A competência não é responsabilidade do
indivíduo, mas da administração.
Em nossa experiência, a causa raiz
mais freqüente dos não-cumprimentos dos requisitos (e da insatisfação
dos clientes) é a ausência de requisitos claros, ou falhas na
comunicação de requisitos claros, para aqueles que operam os processos.
-
Abordagem
de processo
A versão 1994 da norma dividia os
requisitos para um sistema da qualidade em 20 categorias, promovendo a
determinação da responsabilidade de seu cumprimento aos departamentos
funcionais tradicionais (Pesquisa e desenvolvimento, engenharia,
compras, inspeção, ensaios, logística, etc.).
A versão 2000 define um processo
como: “uma atividade que usa recursos e os gerencia de maneira a
permitir a transformação de entradas, em saídas”, em cada categoria.
A “abordagem de processo” reconhece que uma empresa engloba uma série
de processos individuais com os resultados de um, freqüentemente
fornecendo entradas para o próximo processo.
Um sistema de gestão da qualidade
baseada em processos promove a análise da organização através das
linhas funcionais e departamentais, procurando identificar a interação
entre os processos.
O conceito, com base nos processos,
afasta a ISO de suas raízes e do controle de qualidade, além de o
alinhar com o pensamento moderno de melhoria continua (incluindo
metodologias como Six Sigma e “Lean Enterprise”)
-
Abordagem sistêmica à administração
A abordagem sistêmica à
administração implica que a administração deverá fornecer recursos e
processos capazes para:
-
Determinar quais as expectativas
dos clientes,
-
Traduzir essas expectativas em
requisitos específicos de produtos e serviços,
-
Desenvolver processos capazes e
confiáveis para entregar os produtos e serviços,
-
Medir a fim de conferir se os
clientes estão recebendo o que foi prometido, e
-
Adotar ações para melhorar
continuamente os processos, com base nos dados levantados.
A versão de 1994 determinava um
conjunto de práticas de qualidade que, até determinado grau, levava a
implementação de partes do sistema, mas sem a integridade de uma
“abordagem sistêmica”. Isso resultava em que cada silo da organização
fizesse a tarefa designada. Assim, Marketing identificava o que os
clientes queriam, Pesquisa e Desenvolvimento traduzia isso em
especificações, Engenharia projetava, Suprimentos comprava as peças,
Produção produzia, Qualidade media os defeitos, Logística entregava e
Serviços aos Clientes pediam desculpas pelos resultados. A abordagem
sistêmica elimina as barreiras entre as funções (inclusive entre a
organização e seus fornecedores e clientes).
-
Melhoria Continua
A versão de 1994 obrigava a
organização a demonstrar que os processos de trabalho eram definidos,
que os operadores cumpriam com essas definições e que os produtos
não-conformes eram identificados e segregados. Chama a atenção que a
versão de 1994 não exigia que a organização adotasse qualquer ação
para melhorar a qualidade de seus produtos e serviços. A versão 2000
determina que a organização deverá utilizar as informações
provenientes do sistema de qualidade para implementar melhorias. A
norma determina especificamente que os esforços de melhoria devem
incluir uma política da qualidade, objetivos da qualidade, análise das
medições, ações corretivas, ações preventivas e a análise crítica pela
administração de sua efetividade.
-
Decisões tomadas com base em fatos
O sétimo princípio enfatiza a
necessidade de levantar e analisar dados sobre os processos de
trabalho. Os dados são obtidos de diversas fontes, como por exemplo,
medições da satisfação dos clientes, reclamações dos clientes,
garantias, devoluções, falhas em ensaios e outras medições dos
processos. As decisões devem ser tomadas com base em fatos, ao invés
de opiniões. As medições em andamento fornecem a evidência da
eficácia das ações de melhoria.
-
Relacionamentos de mútuo benefício com fornecedores
Os relacionamentos da
organização com seus fornecedores devem ser desenvolvidos do mesmo
modo que a abordagem sistêmica e a administração (vide princípio #5),
ou seja, atravessando as barreiras departamentais para a melhoria da
qualidade, para assegurar que o cliente receba o que foi prometido. A
organização deve compartilhar informações detalhadas sobre a qualidade
com seus fornecedores e deve insistir na participação dos fornecedores
nas ações de melhoria. A franqueza e a confiança mútua é fundamental
para que ambos prosperem com este tipo de relacionamento.
Porque obter a
certificação ISO-9000?
Nem todas as
indústrias exigem a certificação dos sistemas de qualidade de seus
fornecedores. Se seu cliente não exige a certificação ISO, é preciso
questionar se existem razões válidas que justifiquem o investimento
necessário, em tempo e dinheiro.
Os melhores
motivos para procurar a certificação dos sistemas de qualidade são
padronizar as práticas para a qualidade e comprometer-se formalmente a
adotar uma cultura de melhoria continua. A versão 1994 determinava a
adoção de práticas para a qualidade, eficazes na contenção de defeitos,
mas que não eram efetivas para induzir a melhoria. Contudo, é
necessário reconhecer que muitas boas empresas certificadas a ISO,
felizmente, foram além da “conformidade” às normas e adotaram um padrão
de desempenho para a melhoria contínua.
O
estabelecimento de um objetivo gerencial específico para certificar o
sistema de qualidade da organização e a determinação de comprometer-se a
longo prazo a preservar a certificação, contribuirá para manter a
administração focada em fazer as “coisas certas”. A versão 2000
reformulou as normas, incluindo exigências de fazer as “coisas certas”.
Outros
benefícios são as exigências de auditorias externas e de re-certificação
periódica às normas. Uma boa medida para impedir que a administração
desvie de seu compromisso com a qualidade é registrar o compromisso
publicamente.
Resumo e síntese
As normas
ISO-9000:2000 incorporam as condutas essenciais, identificadas por
Philip Crosby nas Organizações Confiáveis. A revisão das práticas de
qualidade englobando os oito princípios incluídos na ISO 9004 pode ser
alinhada com as Condutas das Organizações Confiáveis. Essas condutas são:
Desenvolver pessoas
As
organizações necessitam desenvolver habilidades de liderança, em sua
equipe gerencial e habilidades de gestão de processos, em seus
colaboradores.
Criar
novos produtos e serviços
As
organizações necessitam focalizar constantemente em seus clientes
para entender seus requisitos atuais e futuros e, assim, desenvolver
novos produtos e serviços para que seus clientes sejam bem sucedidos
Melhorar e otimizar processos
A medição da
qualidade permite verificar onde os clientes não estão recebendo o
que foi prometido. A administração deve ajudar os colaboradores a
estabelecer metas de melhoria e liderar a melhoria contínua dos
processos de trabalho da organização.
A
busca do êxito para os clientes e para a empresa
A satisfação
do cliente é o alicerce das políticas da empresa, da estruturação da
organização, da definição dos processos, da medição dos resultados e
da melhoria continua.
Philip Crosby
resume os benefícios potenciais de utilizar as normas ISO 9000:2000 para
ajudar a impulsionar as iniciativas de melhoria da qualidade, do
seguinte modo:
“ISO
9000:2000 tem o potencial de tornar-se muito útil, à medida que aqueles
que a utilizam recebam a educação necessária e sejam bem orientados
através dos seus princípios e requisitos.
O mundo
empresarial tem a angustiante necessidade de tornar-se mais confiável.
Em todos os lugares em que vou, os executivos falam do
seu
desejo de que suas empresas tenham a reputação de serem confiáveis. As
especificações da ISO 9000:2000 poderão ajudar bastante, mas necessitam
ser corretamente posicionadas e precisam ser sustentadas pela educação.
Necessitam ser parte de uma abordagem ampla e abrangente, visando ajudar
as organizações a tornarem-se confiáveis. A ISO 9000:2000 não pode
sustentar
tudo
isso, de forma isolada”.
Uma organização confiável é aquela que sempre realiza suas transações
corretamente e alcança êxito em seus relacionamentos com clientes,
fornecedores e colaboradores. A alta administração valoriza e apóia
ativamente esse objetivo. Para que uma organização se torne confiável é
necessário que aconteça o seguinte:
-
Política – a alta administração precisa determinar que “todas
as transações devem ser completadas corretamente, o tempo todo, e
todos os relacionamentos devem alcançar bom êxito”.
-
Educação – todas as pessoas integrantes da organização
necessitam aprender uma linguagem comum da gestão da qualidade com
base nos "Princípios Absolutos".
-
Requisitos – A ISO 9001:2000 deve ser a base para estruturar
requisitos e transações, claros e completos.
-
Insistência – a gerência, através de seu exemplo pessoal,
necessita insistir continuamente para que tudo isso seja feito.
O
casamento da Educação com a Qualidade, embasada nos "Princípios
Absolutos" e nos requisitos de Garantia da Qualidade da ISO 9000:2000,
poderá criar circunstâncias favoráveis para o desenvolvimento de
Organizações Confiáveis. Dessa maneira elas poderiam concorrer
fortemente na economia globalizada.
Os
resultados deste casamento serão empresas que, de fato, melhoram seus
produtos e serviços, têm requisitos e os cumprem rotineiramente, e que,
reduzem seus custos melhorando seus processos e, conseqüentemente,
aumentam significativamente seus níveis de rentabilidade."
Philip B. Crosby, The Usefulness of ISO 9001:2000
*
Joseph D. Mott
é Vice
Presidente da Philip Crosby Associates II, Inc. nos EUA.
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